sábado, 26 de setembro de 2009

A Descoberta de Marli - Parte III - Messias ou anti-Cristo?




No último capítulo de A Descoberta de Marli:

"- Eu sei o que você é e sei que tem alguma coisa a ver com aquele monstro!
Nesse momento, Jonas solta o braço de Marli, num ato como se aceitasse o que Marli lhe disse e entra em casa de cabeça baixa. Marli não consegue se controlar e segue Jonas.
Na sala, Jonas com as mãos na cabeça, chorando, diz à Marli:
- Você quer saber mesmo a verdade? Muito bem! Vamos a ela."

Era outono no ano de 1973 quando nasceu uma garotinha muito especial. Principalmente para seu pai, o sargento Fontes. Marli sempre teve tudo que precisava e queria. Era amada seu pai fazia de tudo para atendê-la. Sua mãe morrera no parto, teve umas complicações e não resistiu.

Tudo ia bem, até que Marli completou 17 anos. Na véspera de seu aniversário, Marli acordou de madrugada e foi até a cozinha comer alguma coisa. Ao olhar pra fora, viu a coisa mais tenebrosa que já imaginara na sua vida: um monstro ou algo assim, idolatrando o infinito noturno... uma linda valsa de terror encenada bem diante de seus olhos. Sem resistir aquilo, Marli fugiu. Nunca mais vira seu pai, mas desde então, percebera que havia algo de errado também com ela. A fome constante com a qual teve que aprender a lidar, o desejo de vingança que ficava cada vez mais forte, a cada novo luar... o cheiro de carne e o cheiro dos humanos que a enfeitiçavam durante a noite... tudo isso foi se tornando abstrato para ela, que conseguiu superar seu destino. Pelo menos até conhecer Jonas, com que veio a se casar. Jonas, um cara calmo, tranquilo e muito carinhoso, sempre disposto a fazer qualquer coisa por Marli.

Certa vez, Jonas ao sair do trabalho, foi parado por um homem, mais velho que ele que o convidou para uma volta. A medida que ia ficando mais tarde, a conversa ficava ainda melhor. Foi então que Jonas soube que era seu sogro quem estava com ele. O sargento lhe contou quase tudo sobre sua vida e sua relação com Marli, incluindo o fato deles não se falarem mais há anos.

Jonas não entendia era por que aquele homem tão divertido e amigo, não dizia pra ele o motivo da separação com sua filha e fugia da mesma forma que ela, dizendo que não deveria revirar o passado.

Entretando, o sargento revelou ao seu genro de sua condição física que não ia bem, e que sabia que estava chegando sua hora. Assim, acabou por revelar seu maior segredo, sua maior verdade: ele era descendente de um antigo clã de lobisomens. Sua família o teria matado se ele não o fizesse antes, e ele o fez...

Todos os outros de sua espécie também haviam morrido, só restava ele. Era a profecia. Quando um servo do mal resta sozinho na Terra, o céu envia um sinal de luz... nunca ninguém imaginou como seria isso, ou mesmo que tão logo aconteceria essa batalha silenciosa entre os dois mundos, mas o destino, ele não se permite ser controlado. Ele existe para manter o equilíbrio entre as forças naturais e garantir a justiça na Terra.

Nesse momento, o sargento soube de que forma esse sinal viria. Era o messias que retornava à Terra, pouco mais de dois mil anos depois de a última guerra entre os mundos.

Jonas ao perceber de que se tratava de sua esposa, fez um pacto com seu sogro: ele deixaria Marli em paz e aceitaria sua alma, ao invés da dela, para se preparar para essa guerra. Jonas passou desde então a ser o guardião da noite, o sombrio servo que tinha fome e precisava se alimentar a cada 4 semanas, durante a lua cheia. Pecisaria ser discreto para que ninguém o descobrisse e assim, ele pudesse trazer ao mundo, a continuidade da linhagem.

- Então quer dizer que meu pai e você são lobisomens? Aquela coisa monstruosa la fora era meu pai? Meu Deus... meu Deus... meu filho... não.. meu filho não...

Marli saiu correndo, desesperada, deixando Jonas sozinho na casa... ela não tinha para onde ir, ninguém acreditaria nela, o que iria fazer, como iria fugir de todos eles?
Foi quando encontrou com aquele velho mendigo que lhe disse então:

- cuidado com seu filho
- eu já sei o que você quer dizer com isso, eu sei o que ele é!!! Disse Marli aos gritos aquele homem. - O que você quer que eu faça? que o mata também? NUNCA!!!

O velho e bom homem estendeu sua mão e lhe disse:
- mulher, você carrega no seu entre o filho do bem, o Messias. Você negou sua condição diabólica quando entrou na fase mais importante da sua vida, quando definiu seu caráter, e seu marido, abriu mão do direito aos céus em nome de seu amor por você, se colocando no seu lugar para que nada de ruim lhe pudesse acontecer... essa criança é pura, e será uma linda garotinha quando atingir sua idade crítica e assumir sua verdadeira identidade nesse mundo. Ela será o messias reencarnado e por isso é tão importante que você a proteja e cuide dela, pois somente o nascimento dela poderam garantir que a besta não continue sua linhagem, mas mesmo assim, será importante cuidar para que ele não a alcance depois do nascimento também. Aos 17 anos definimos quem somos e o que devemos realmente seguir. Se ele por acaso a pegar, todos seremos destruídos...

as lágrimas rolando dos olhos de Marli não puderam ser contidas... ela já não tinha mais força para andar quando ainda perguntou aquele homem como ele sabia daquilo tudo de como ele poderia afirmar aquilo tudo sobre seu bebê sem ao menos conhecê-la e ele lhe disse: - eu sei de muitas coisas, pois nada pode ser escondido de mim...

Marli caiu desacordada. Ao levantar-se, não viu mais aquele homem estranho e misterioso com quem conversara há pouco. Olhou ao seu redor e nada havia lá mais do que algumas luzes acesas ao longo da rua deserta e aquele velho ponto de ônibus solitário no caminho.

- Marli, era seu marido procurando por ela... - Marli, cadê você???

O vento soprou forte dessa vez, afugentando as nuvens e revelando o imenso luar de prata que se jogava do céu...
um uivo se fez ouvir forte ao longe... o medo que tomava conta do casal os impedia ao mesmo tempo, de se encontrarem... sem saber o que realmente deveriam fazer naquele momento...

o vento assobiava feroz enquanto a noite sombria caía sobre os dois...

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terça-feira, 7 de julho de 2009


A Descoberta de Marli - Parte II


Marli ficou espiando pela janela, mas não conseguia ver nada além de uma rua vazia e com algumas lampadas apagadas.
Foi quando Marli criou coragem pra ver o que acontecia la fora. Ao chegar à porta, deparou-se com Jonas, que stava horríel, muito sujo e ofegante. Marli não o esperava naquele momento e deu um grito. Jonas tentou acalmá-la, mas nada conseguia fazê-la se acalmar.
De repente, ouviu-se um tipo de uivo muito alto e muito próximo. Fez-se silêncio nesse momento. Os dois pararam imediatamente e quase que num impulso, Jonas soltou Marli e dirigiu-se à porta trancando-a. Marli continuava imóvel na sala, apreensiva.
Depois de lonos segundos, Jonas sem qualquer explicação, deixa Marli e sai, desaparecendo na rua.
A noite se estendia e Marli cansada, resolve deitar quando Jonas retorna, pior do que saíra.
Não restavam dúvidas de que Jonas tinha alguma coisa muito estranha a ver com aqueles sons horrendos que apavoravam a cidade. E porque será que jonas disse à Marli que nada lhe aconteceria? Como ele poderia saber disso?
Mesmo com todas essas perguntas na cabeça, Marli achou melhor esquecer por enquanto aquilo. Tomou seu calmante e foi pra cama. Melhor pensar nisso amanhã de manhã, resmungou ela caindo no sono.
Na manhã seguinte, nova notícia de ataque na cidade. Uma senhora que voltava da casa de umas amigas onde se reuniam pra jogar tranca, foi a última vítima.
Jonas não comentava mais sobre esse assunto com Marli.
Mais tempo se passou sem que se tivesse notícia de outro ataque qualquer. Marli ainda não entendia muitas coisas, mas também preferia se manter fora dessa conversa, fosse com quem fosse.
epois de algum tempo, Jonas e Marli já haviam voltado às boas e tud parecia ir muito bem, até que numa outra noite, Marli encontra naquele mesmo ponto de ônibus, o velho medigo que tempos atrás havia deixado uma pulga atrás da orelha dela, e ele diz pra que ela não se preocupasse com o marido, mas sim com seu filho.
Marli tentou perguntar aquele homem, do que ele estava falando já pela segunda vez, mas foi tudo em vão. O homem simplesmente a ignorou e foi embora, deixando-a com suas dúvidas. Dessa vez, Marli guardou esse segredo com ela, deixando de fora o seu marido.
Algumas semanas depois...
- Jonas, tenh que te dar uma notícia, mas não sei como você vai receber. Estamos grávidos!
Fez-se a luz nova na casa. Um bebê que enfeitaria aquela casa com muitas alegrias.
Embor aquela noite pertencesse somente aos dois novos papais, novamente se ouve aquele som pavoroso vindo de fora. Jonas se apressou em sair, deixando Marli co suas dúvidas e seu medo em casa. Apavorada, Marli enfrentou seu ódio e foi olhar pela janela, no canto da cortina. O que viu naquela noite foi algo tão pavoroso, que preferia nunca ter visto antes.
O medo do seu marido aumentou desesperadamente e quase que num ato psicótico, pegou algumas roupas e escondeu embaixo da cama para fuir de madrugada enquanto seu marido não acordava. Se apressou em deitar e fingiu que estava dormindo pra não ter nem que enfrentar Jonas depois do que vira. Assim o fez, e tudo corria bem no seu plano de fuga, mas quando ia saindo pela porta dos fundos, Jonas a surpreende. A discurssão foi inevitável e em meio a gritos, choros e empurrões, Marli não se contém e grita para Jonas:
- Eu sei o que você é e sei que tem alguma coisa a ver com aquele monstro!
Nesse momento, Jonas solta o braço de Marli, num ato como se aceitasse o que Marli lhe disse e entra em casa de cabeça baixa. Marli não consegue se controlar e segue Jonas.
Na sala, Jonas com as mãos na cabeça, chorando, diz à Marli:
- Você quer saber mesmo a verdade? Muito bem! Vamos a ela.

Imagem: http:\\www.fotosearch.com

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Descoberta de Marli

Já era tarde da noite quando Marli deixou o escritório onde trabalha como secretária. Precisava chegar logo em casa para preparar a janta e esperar por Jonas, seu marido.
Era uma noite muito bonita e clara, apesar da hora. Ja passava das 22h e Marli esperava seu ônibus, como em todos os outros dias.
Mas de repente, um calafrio assolou Marli, que num impulso, olhou para trás. Viu uma sombra se movendo em sua direção. Apavorada, Marli tenta apressar o passo e chegar numa lanchonete que ainda estava aberta perto dali.
Quando ia atravessando a rua, olhando para trás, Marli se depara com um homem, muito sujo e vestindo trapos. O susto e a respiração ofegante não puderam ser controlados.
O homem se aproximou dela e lhe pediu um cigarro. Marli ainda estática diante do homem, nem conseguia lhe estender a mão em que segurava sua carteira de cigarros.
O homem perguntou novamente, Marli lhe sorriu se desculpando e num ato quase que desesperado, lhe entregou dois cigarros. Ao se despedir daquele estranho inusitado, o homem lhe falou: - deve se orgulhar dos seus filhos. Especialmente o mais novo.
E com essa frase, o estranho deixou Marli, assustada, desamparada, no meio da rua e confusa. Marli não tinha filhos!
De onde teria saído aquela ideia?
Ao chegar em casa, já muito tarde, Marli encontra Jonas na sala esperando por ela. Como de costume, Jonas se mostrou preocupado e perguntou a Marli o ue havia acontecido para ela chegar tão tarde. De nada valeu o esforço de Marli em fazer seu marido acreditar nela. Por mais compreensivel que Jonas fosse, isso já era querer demais dele.
Marli achou por bem tentar esquecer o acontecido. Vai ver Jonas estivesse certo e aquilo tudo na verdade, não passasse de uma ilusão ou confusão de mais um bêbado na rua.
O tempo passou e ja fazia meses do acontecido. Marli nem se lembrava mais daquela noite estranha.
Tudo ia bem até aparecerem várias notícias na tv e nos jornais sobre ataques não resolvidos a pessoas naquela região.
Não era comum aparecerem animais selvagens por ali.
Lendo uma dessas notícias no ponto de onibus, Marli ouviu um grito pavoroso vindo da outra rua. Seu corpo se gelou imediatamnte. Assustada, Marli não conseguia se mover. Por mais que aquela cena fosse assustadora, ela não conseguia ver direito o que estava acontecendo, até que a criatura se levantasse e olhasse diretamente para ela. Era uma criatura tão estranha que até Marli ficou com medo de pensar nessa hora. A criatura deixou o lugar correndo, mas Marli ainda pôde vê-lo voltando ao que seria sua forma humana.
Ao chegar em casa, foi prontamente recebida por Jonas que a levou até seu quarto e acolocou na cama.
Tentou acalmá-la ao máximo, até que ela estivesse quase caindo no sono. Ao sair do quarto, Marli abriu ligeiramente os olhos e percebeu no marido, uma pequena ferida nas costas, mas logo em seguida dormiu.
Na manhã seguinte, estava a notícia espalhada pela cidade. Mais uma vitma de ataque brutal não solucionado. Marli se apavorou ao ver a noticia na tv, mas Jonas se apressou em desligar a tv dizendo a ela que não era pra se preocupar, porque nada aconteceria a ela.
Esse foi o último ataque. Depois disso, passou muito tempo sem que se tivesse oticia de nada parecido. Tudo parecia ter voltado ao normal. Excet por Jonas que adoecera nesse periódo.
Marli continuava sua jornada de trabalho normal, mas sempre preocupada com Jonas.
Numa dessas noites, Marli chegou mais cedo em casa e não encontrou o marido.
No quarto, ela encontrou algumas roupas rasgadas e outras sujas... pareciam marcas de sangue.
- Deus, o que foi isso?
Exclamou Marli apavorada. Ouvira um som grotesco vindo da rua e foi para a janela tentar ver o que acontecia la fora.
Seria Jonas o lobisomem? Ou isso seria muito previsível?
Não perca o final dessa estória...